terça-feira, 29 de junho de 2010

FIFA Corrupção S/A

Ante o silêncio cúmplice dos governos e de toda a imprensa.

O jornalista inglês Andrew Jennings relata em livro casos de corrupção dentro da Fifa

A ginga perfeita dos donos da bola

A Fifa controla o dinheiro, marca os adversários e dribla a Justiça

joseph_blatter
Enquanto o English Team sofria para passar às oitavas contra a Eslovênia, o escocês Andrew Jennings desfiava o sarcasmo adquirido ao longo da vida de repórter investigativo na Inglaterra, na BBC e em grandes jornais. Com a pontaria muito mais calibrada que a dos artilheiros desta Copa do Mundo, o jornalista vai relatando casos de corrupção que apurou para produzir seus três livros sobre o Comitê Olímpico Internacional (COI) e outro sobre a Federação Internacional de Futebol (Fifa) – mesmo sendo o único jornalista do mundo banido das coletivas da entidade desde 2003.
Um dos escândalos relatados por ele em 2006, no livro Foul! The Secret World of Fifa (não traduzido no Brasil), teve um desfecho na sexta-feira. Altos dirigentes da organização máxima do futebol receberam propina, admitiu a Justiça suíça. Mas eles não serão punidos porque a lei do país, que é sede da Fifa, permitia o “bicho” na época.
Os figurões pagarão apenas os custos legais e suas identidades não serão reveladas. “É por isso que meu segundo livro sobre o tema será uma comparação da Fifa com o crime organizado”, conta. Ele optou por publicar a obra depois das eleições na entidade, em maio de 2011, embora duvide que alguém vá enfrentar o dono da bola, Joseph Blatter. “Ninguém ousa desafiar a Fifa porque eles controlam o dinheiro. E a imprensa cala”, dispara Jennings.
Em suas investigações sobre a Fifa, o que o senhor descobriu? A Fifa é comandada por um pequeno grupo de homens – não há mulheres em altos postos da entidade e isso fala por si – que está lá há muitos anos. São homens em quem não devemos confiar e contra quem temos provas contundentes. Eles podem continuar no poder porque controlam o dinheiro. E tornam a vida dos dirigentes das confederações nacionais muito boa e fácil. Fico envergonhado porque ninguém se manifesta contra esse poder.
Como os dirigentes se manifestariam? Zurique, sede da Fifa, é uma Pyongyang do futebol. O líder fala e os outros agradecem. Numa democracia é esperado que haja discordância, oposição. Na Fifa, não há. Eles têm um congresso a que, ironicamente, chamam de parlamento. São cerca de 600 delegados – acho que são 2 ou 3 por país representado, e são 208 países. Se você chegasse de Marte acharia que o mundo é perfeito, porque todos concordam. É vergonhoso. Nisso, a CBF é tão culpada quanto todas as outras confederações.
Que instrumentos a Fifa usa para manter esse poder? A Fifa dá cerca de US$ 250 mil por ano para cada país investir em futebol. Na Europa, não precisamos desse dinheiro. A indústria do futebol fatura o suficiente para se alimentar. Mas é uma forma de a Fifa se manter. Esse dinheiro nunca é auditado. Na Suíça, a propina comercial não era ilegal até pouco tempo, apenas o suborno de oficiais do governo. O caso que eu conto no meu livro é justamente sobre um esquema de propinas pagas pela International Sport and Leisure (ISL), empresa que negociava os direitos televisivos e de marketing da Fifa. A história é cheia de detalhes, mas no final a ISL só foi responsabilizada pelo fato de gerenciar mal seus negócios enquanto devia para outras empresas.
Não houve punição? Como eu disse, o pagamento de propina não era ilegal na Suíça. Portanto, não havia crime a ser punido. As acusações contra a Fifa foram retiradas e a entidade foi multada em 5,5 milhões de francos suíços (cerca de US$ 5 milhões) para custos legais.
Por que os governos não se envolvem ou a Justiça não faz algo? Porque a sede da Fifa é na Suíça e a lei lá é muito permissiva. Para outros países, é inaceitável que esses homens se safem tão facilmente e que os altos dirigentes riam da nossa cara desse jeito. O que me deixa enojado é que os líderes dos países – o primeiro-ministro britânico, o presidente Lula e todos os outros – façam negócio com essas pessoas. Eles deveriam lhes negar vistos, deveriam dizer que não querem se relacionar com dirigentes tão corruptos. E tenho certeza de que, se os governantes se voltassem contra a corrupção da Fifa, teriam apoio maciço dos torcedores/eleitores.
Por que todos são tão complacentes? Suponhamos que você seja uma torcedora fanática pelo seu time. Você vai à Copa do Mundo, mas como sempre há escassez de ingressos. Você então compra suas entradas de cambistas, mesmo sabendo que parte desse ágio vai voltar para o bolso da Fifa, já que ela é suspeita de liberar esses ingressos para os ambulantes. Você não pode provar, claro, mas você sabe. As pessoas não são estúpidas. Os governos menos ainda, eles podem investigar o que quiserem. Mas não investigam a Fifa porque os políticos simplesmente ignoram os torcedores. É o que já está acontecendo com a Copa de 2014. Qualquer brasileiro com mais de 10 anos sabe que a corrupção já está instalada. Por que ninguém faz nada?
Por quê? É difícil saber. Se um país relevante enfrentasse a Fifa ela recuaria. Ou você acha ela excluiria o Brasil de uma Copa? Eles conseguem enganar países pequenos, esquecidos pelo mundo. Mas, se o Brasil dissesse não à corrupção, provavelmente a América Latina se uniria a vocês. E você acha que esses líderes latino-americanos nunca discutiram a possibilidade de um levante, de fazer o que os europeus já deveriam ter feito há tempos? Acho que lhes falta coragem.
O Brasil tentou fazer uma investigação, por meio de uma CPI. Tentou e foi ao mesmo tempo uma vitória para o país e uma grande decepção, porque pararam de investigar no meio. O povo vai ter de pressionar os políticos a fazer algo. É realmente uma pena que o Brasil tenha chegado tão longe na investigação e tenha desistido no caminho. Havia provas para seguir em frente, para tirar a CBF das mãos do Ricardo Teixeira e, quem sabe, colocar auditores independentes lá dentro. A Justiça também poderia ser mais ativa. Por mais que eles tenham comprado alguns juízes, não compraram todos, certamente.
Sabendo de tudo isso o senhor ainda consegue curtir o futebol, se divertir com ele? Sim, porque a corrupção não está tão infiltrada nos jogos, embora chegue a essa ponta também. Ela fica mais nos bastidores. Há exceções, como na Copa de 2002, em que a Espanha e a Itália foram roubadas grotescamente. Era importante para a Fifa que a Coreia do Sul passasse adiante. Não foi culpa dos jogadores, mas as razões políticas e econômicas se impuseram. Na Coreia, o beisebol é mais popular do que o futebol. Se eles fossem desclassificados, os estádios se esvaziariam. Neste ano, todos ficaram de olho nos jogos de times africanos. Blatter também precisa de um time do continente nas oitavas. A questão é que, quando assistimos às partidas, assistimos aos atletas, ao esporte, então, é possível confiar. É fácil punir um árbitro corrupto e a maioria não é corrompida.
Então, a corrupção não interfere tanto no esporte? Cada centavo que os dirigentes tiram ilicitamente da Fifa ou das organizações nacionais é dinheiro que eles tiram do esporte e de investimentos. Portanto, estão desviando de nós, torcedores, e dos atletas que jogam no chão batido em países subdesenvolvidos. Eles tiram dos pobres.
É possível para os jogadores, técnicos e dirigentes se manterem distantes da corrupção no futebol? Bom, o dinheiro normalmente é tirado do orçamento do marketing, não afeta jogadores e técnicos dos times nacionais. Uma coisa interessante é o comitê de auditoria interna da Fifa. Um dos membros é José Carlos Salim, que foi investigado muitas vezes no Brasil. Por que você acha que ele está lá? Para fingir que não vê.
A corrupção no futebol começa nos clubes e se espalha ou vem de cima para baixo? Sempre haverá um nível de roubalheira em todas os escalões. Para isso temos leis e, às vezes, conseguimos aplicá-las. Mas a pior corrupção está na liderança mundial. Quase todos os países assinam tratados internacionais anticorrupção, mas não fazem nada quanto aos desmandos da Fifa e do COI. E, quando algum governante tenta ir atrás de dirigentes de futebol corruptos, a Fifa ameaça suspender o país. Só que ela faz isso com os pequenos. Fizeram isso com Antígua! Suspenderam o país minúsculo que ousou processar o dirigente nacional. Ninguém falou nada. Eu escrevi sobre isso porque tenho fãs lá que me avisaram do caso.
O senhor se sente uma voz solitária na imprensa? Não confio na cobertura esportiva das agências internacionais. Em outras áreas elas são ótimas. Não no esporte. É uma piada. Apresento documentários com denúncias graves sobre a Fifa na BBC, num programa de jornalismo investigativo chamado Panorama, e dias depois a BBC Sport faz um programa inteiro em que Joseph Blatter apresenta alegremente a nova sede da Fifa em Zurique.
O senhor acompanhou a briga do técnico Dunga com a imprensa brasileira? Não vou comentar o episódio porque não acompanhei de perto. Posso dizer que a imprensa inglesa e a da maioria dos países é puxa-saco. E sem razão para isso. A desculpa é que os editores têm medo de perder o acesso às seleções e à Fifa. Bobagem. Ora, eu fui banido das coletivas da Fifa sete anos atrás e ainda consegui escrever um livro e fazer várias reportagens. A imprensa deve atribuir as responsabilidades às autoridades. Se não fizer isso, é relações públicas. Tenho milhares de documentos internos da Fifa que fontes me mandam e não param de chegar. Por que só eu faço isso?
A cobertura se concentra mais no evento esportivo em si e nas negociações de jogadores? Exato, também porque a chefia das redações tende a se concentrar nos assuntos de política nacional, internacional e na economia e deixar o esporte em segundo plano.
O que o senhor espera da Copa no Brasil, em 2014? Há algumas semanas, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, deu um piti público cobrando o governo brasileiro para que acelerasse as construções para a Copa. Estranhei muito, porque não imagino que o governo brasileiro se recusaria a financiar uma Copa. Vocês são loucos por futebol, estão desenvolvendo sua economia, têm recursos e podem achar dinheiro para isso. Uma fonte havia me dito que Valcke e Ricardo Teixeira tinham tirado férias juntos, estavam de bem. Então, o que está por trás dessa gritaria? É pressão para o governo brasileiro colocar mais dinheiro público nas mãos da CBF. Mundialmente, as empreiteiras têm envolvimento com corrupção. Dá para sentir o cheiro daqui.
Três de seus livros são sobre as Olimpíadas. As falcatruas acontecem em qualquer esporte ou são predominantes no futebol? Sou cuidadoso ao falar disso. Sei que a liderança da Fifa é muito corrupta – e venho publicando isso há mais de dez anos sem que eles tenham me processado nem uma vez sequer, o que diz muito. O COI era muito pior sob o comando de Juan Antonio Samaranch (morto em abril deste ano), que presidiu a entidade de 1980 a 2001. Ele era um fascista e o fascismo é, além de tudo, uma pirâmide de corrupção. Samaranch trabalhou ao lado do generalíssimo Franco. Essa cultura franquista e fascista se transformou em uma cultura gângster.
A corrupção no COI diminuiu com a saída de Samaranch? Vou ilustrar com uma história. No meu site publiquei uma foto de Blatter cumprimentando um mafioso russo, em 2006, em um encontro com dirigentes do país. O russo foi quem fez o esquema em Salt Lake, na Olimpíada de Inverno de 2002, para que os conterrâneos ganhassem o ouro em patinação artística. Pois bem, Blatter, Havelange e muitos outros da Fifa são parte do comitê do COI. Essa é a dica de como a Rússia está agindo para sediar a Copa de 2018.
Foi assim que o Brasil conseguiu a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016? Na votação em Copenhague, que deu a sede olímpica para o Rio de Janeiro, o nível de investigação jornalística foi ridículo, só víamos a praia de Copacabana com o povo feliz. Há um grupo no COI que já foi denunciado por receber propina no escândalo da ISL – e quem acompanha a entidade sabe quem eles são. Os dirigentes dos países só precisam pagar umas seis ou sete pessoas para conseguir o voto. Existe, com certeza, uma sobreposição entre os métodos da Fifa e do COI. Mas a cultura das duas entidades não é tão estrita quanto à de uma máfia, é mais como se fossem máfias associadas, apoiadas umas nas outras. Coca-Cola, redes de fast-food, Adidas, você acha que essas companhias não sabem o que está acontecendo? Eles não são estúpidos. A cara de pau é tamanha que Jacques Rogue, presidente do COI, disse em Turim, em 2006, que o COI e o McDonald’s compartilham os mesmos ideais. Será que ele não sabe quanto a obesidade infantil é um problema gravíssimo em vários países? Ou faz parte do jogo ceder a esses interesses?
Flavia Tavares, de O Estado de S. Paulo, 26 de junho de 2010
Gostou do Artigo?   Então Assine Nosso Feed Via RSS image   ou   Via E-mailimage  . É grátis. Para aprender mais sobre feeds e como assinar clique aqui.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Lula Assina “Sem Ler” Lei Beneficiando a Nova Ordem Mundial

lula Aqui vemos a tentativa de mais um golpe contra a democracia. A nova lei que o Presidente Lula assinou sem ler provocou duras críticas da sociedade e uma forte reação dentro do próprio governo. Você pode lê-la por completo no Site do Planalto.
Será que ele realmente não sabia do que se tratava?
O Estadao de S.Paulo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou em dezembro um roteiro para a implantação de um regime autoritário, com redução do papel do Congresso, desqualificação do Poder Judiciário, anulação do direito de propriedade, controle governamental dos meios de comunicação e sujeição da pesquisa científica e tecnológica a critérios e limites ideológicos. Tudo isso está embutido no Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), instituído pelo Decreto nº 7.037, de 21 de dezembro - o tal decreto que, acredite quem quiser, o presidente disse que assinou sem ler. O programa, um calhamaço de 92 páginas, é um assustador arremedo de constituição. Recobre assuntos tão variados quanto a educação, os serviços de saúde, a Justiça, as condições de acesso e de preservação da propriedade, as decisões de plantio dos agricultores, a atividade legislativa, as funções da imprensa e o sentido do desenvolvimento.  
A apuração das violências cometidas pelos agentes do regime militar e a revogação da Lei da Anistia são apenas uma parte desse programa - a mais divulgada, até agora, por causa da reação dos comandantes militares à redação inicial do decreto. Mas o maior perigo não está nos detalhes, e sim no objetivo geral dessa manobra articulada no Palácio do Planalto: a consolidação de um populismo autoritário sustentado na relação direta entre o chefe do poder e as massas articuladas em sindicatos, comitês e outras organizações "populares".
Tal como seu colega Hugo Chávez, o presidente Lula propõe a valorização de instrumentos como "lei de iniciativa popular, referendo, veto popular e plebiscito". É parte do populismo autoritário a conversão de formas excepcionais de consulta em meios normais de legislação. Usurpa-se o poder de legislar sem ter de recorrer a um golpe aberto. Da mesma forma, a multiplicação de "conselhos de direitos humanos", com ação coordenada "nas três esferas da Federação", reproduz a velha ideia de comitês populares tão cara às ditaduras.
Consumada a mudança, um juiz não mais poderá simplesmente determinar a reintegração de posse de um imóvel invadido. O governo propõe "institucionalizar a utilização da mediação como ato inicial das demandas de conflitos agrários e urbanos, priorizando a realização de audiência coletiva com os envolvidos, com a presença do Ministério Público, do poder público local, órgãos públicos especializados e Polícia Militar". Em outras palavras: esqueça-se a Constituição, negue-se ao juiz o poder de garantir a propriedade e converta-se o invasor em detentor de direitos sobre o imóvel invadido.
Combater essa aberração não interessa apenas a fazendeiros e proprietários. A questão essencial não é o conflito entre ruralistas e defensores da reforma agrária a qualquer custo, mas a depreciação da lei e do Judiciário tal como deve operar no Estado de Direito. Nada ficará fora do controle do assembleísmo. É parte do programa "fomentar o debate sobre a expansão de plantios de monoculturas que geram impacto no meio ambiente e na cultura dos povos e comunidades tradicionais, tais como eucalipto, cana-de-açúcar, soja", etc.
A criançada ficará sujeita, nas escolas, a uma instrução sobre direitos humanos moldada segundo os interesses do regime e apresentada muito claramente no decreto. O controle sobre as mentes não poderá dispensar o comando dos meios de comunicação. Se as leis propostas forem aprovadas, o governo poderá suspender programações e cassar licenças de rádios e de televisões, quando houver "violações" de direitos humanos. Será criado um ranking nacional de veículos de comunicação, baseado em seu "comprometimento" com os direitos humanos. O governo também deverá incentivar a produção de filmes, vídeos, áudios e similares voltados para a educação sobre direitos humanos e para a reconstrução "da história recente do autoritarismo no Brasil". Será um autoritarismo cuidando da história de outro.
As intenções políticas são claras, embora escritas numa linguagem abstrusa. Em todo o texto há expressões do tipo "fortalecimento dos direitos humanos como instrumento transversal das políticas públicas e de interação democrática". Essa patacoada deverá servir de bandeira na campanha da candidata petista à Presidência. Em 2002, esse era o programa do PT. Para se eleger, o candidato Lula teve de renegá-lo em sua "Carta aos brasileiros". Mas não renegou, como se vê mais uma vez, o sonho de "mudar tudo isso que está aí".
 
Fontes:
Estadao.com.br
Planalto.gov.br
Gostou do Artigo?   Então Assine Nosso Feed Via RSS image   ou   Via E-mailimage  . É grátis. Para aprender mais sobre feeds e como assinar clique aqui.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Mídia Brasileira: Venda da pornografia disfarçada

panico_na_tv_1087074065_pa0011
Pornografia disfarçada de um comportamento natural. Mera exposição do corpo para cativar um audiência. O corpo passou a ser tratado como produto. A mulher está se desvalorizando, mostrando a sua nudez. Isso é uma ofensa à sensibilidade, à moral, à ética e aos princípios familiares.
O país acaba se vendendo para o exterior como lugar de prostituição. A pornagrafia é uma matéria muito atraente para vender, pois, ela é muito barata de ser produzida, porque ela tem mercado consumidor enorme. Ela atua na imperfeição da nossa sociedade. A pornografia é para satisfação da nossa vida sexual, uma imperfeição do nosso modo de estar no mundo.
A classe artística se prostituiu por causa de seus donos, os grandes empresários. Agora é claro tem que entender também, que são contratadas pessoas de péssima orientação moral, que executam essa pornografia disfarçada. A pornografia disfarçada leva realmente a gente à televisão, mas a ausência dela levará ainda mais. Temos sido vítimas desse apelo doentio. Quando você atende a um apelo doentio, você causa um prazer curto, se o telespectador quer a pornografia e você dá, você tem que dar de novo.
Porque a televisão não oferece uma Obra de Arte, que estaria por sua vez contribuindo por uma formação de uma sociedade melhor?
A pornografia nos distrai de um trabalho intelectual e cria um apelo à sensualidade.
Existe uma opressão muito forte contra a mulher e um dos modos dessa opressão é que a mulher tem que atender ao interesse sexual masculino, e uma das formas de atender, é essa pornografia disfarçada e diluída nas dançarinas de programas de auditório, concurso de miss de futebol. Os pretextos são todos para botar uma bunda na cara do expectador para que o marido fique na sala, isso é constrangedor.
A pornografia provoca uma excitação sexual, pois bem, a excitação sexual é uma coisa íntima. Você não quer ficar excitado sexualmente em família. A pornografia se alguém quer consumir, é uma coisa privada. A televisão obriga a família e a pessoa a compartilhar a provocação sexual. Você está com pessoas que você não quer compartilhar aquilo. Agora a pessoa está em casa vendo um programa, não tem como se defender, ninguém tem como se defender. A pornografia te convida e é algo muito primitivo seu, você não tem como evitar, diante da nudez todos paramos para olhar.
Trecho retirado da entrevista do ator Pedro Cardozo ao Programa SEM CENSURA

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Celso Amorim defende acordo com Irã e uma Nova Ordem Mundial

Celso Amorim
Desde que George Bush (pai) fez um discurso no Congresso intitulado, "Caminhando em Direção a Uma Nova Ordem Mundial", em 11 de setembro de 1990, o Brasil vem adotando um a um os programas da ONU sobre direitos ambientais, raciais, indígenas, sexuais, dentre outros. Agora mais uma vez o Brasil mostra que está engajado a defender uma NOVA ORDEM MUNDIAL.
Paris, 15 jun (EFE).- O ministro das Relações Exteriores Celso Amorim defendeu nesta terça-feira o acordo alcançado entre Irã, Brasil e Turquia como caminho para resolver a polêmica envolvendo o programa nuclear iraniano e pediu uma nova ordem política mundial digna de século XXI.
"Não podemos permanecer no século XXI com uma estrutura de poder da metade do século XX", disse Amorim, em um jantar organizado em Paris pelos jornais "Le Figaro" e "International Herald Tribune" e pela revista econômica "Exon".
Amorim lamentou que "quando dois países que não são membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas (Brasil e Turquia) ousaram tentar encontrar um acordo", eles enfrentaram a rejeição da comunidade internacional.
O ministro ressaltou que a proposta de Turquia e Brasil encontrou muitas alianças teóricas, mas pouco apoio prático.
O acordo, que o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, assegurou hoje que "ainda está vivo", prevê que o Irã envie parte de seu urânio pouco enriquecido à Turquia, que será recebido um ano depois como combustível nuclear a 20%, para ser utilizado em um reator científico.
Amorim pediu a construção de pontes entre alguns países e o futuro e defendeu uma "diversidade de visão" nas relações internacionais.
Nesse sentido, defendeu o papel do Governo brasileiro e lembrou que o Brasil reforçou os laços com o mundo árabe e com a África desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou ao poder, em 2003.
Sobre o Executivo "particular" de Lula, Amorim disse que é um "Governo audaz", porque decidiu "não pedir permissão para fazer as coisas", apesar das reservas exteriores, como no caso da integração da América do Sul pela qual aposta o presidente.
O chanceler acrescentou que a gestão de Lula permitiu que seu país alcançasse crescimento econômico, estabilidade e redução da pobreza.

Fonte: efe.com/
Via: Msn Notícias

quarta-feira, 9 de junho de 2010

[VIDEO] Microchip implantado infectado por vírus

Ser humano é infectado por um vírus de computador.

Cientista, que instalou um chip sob a própria pele, explica que contaminou o chip de propósito para testar o risco de contágio em outros equipamentos.
Um cientista britânico se apresentou ao mundo como o primeiro ser humano "infectado" por um vírus de computador.
É um vírus, mas não desses que causam doenças como a gripe. O mal que o cientista contraiu não afetou o organismo dele. O contágio é típico da era da internet, uma doença virtual.
Mark Gasson, doutor em cibernética, abre portas eletrônicas sem usar cartões magnéticos. O celular dele não funciona na mão de outra pessoa. Uma simulação mostra por quê. As ordens saem de um chip, instalado embaixo da pele. Foi esse chip que acabou sendo infectado por um vírus eletrônico.
O doutor Gasson mostra que o vírus, criado num computador, foi transferido para o chip, por meio de sinais eletrônicos.
O cientista explica que contaminou o chip de propósito, para testar o risco de contágio em outros equipamentos e alerta: o vírus pode sim ser transmitido para o celular de outra pessoa ou para o cartão magnético de alguém que passe pela mesma porta ou catraca.
Já existem vários chips inseridos nos corpos das pessoas para controlar marcapassos de última geração, para armazenar fichas médicas de pacientes, para rastrear presos em liberdade condicional.
Equipamentos menos vulneráveis, porque são protegidos por códigos especiais. Mas o doutor Gasson acredita que, logo, logo, as nossas vidas também poderão depender do combate ao vírus cibernético.
Também chamado de "chip" ou "biochip", é anunciado pela mídia como mais um avanço tecnológico que brevemente substituirá todos os documentos e formas de identificação pessoal e constituirá a única forma de identificação individual a nível global. Todavia, biblicamente ele é tratado como a "marca da besta" e será imposta a todos os seres humanos, onde quem receber a “marca”, estará firmando um compromisso espiritual com ele. A Marca da Besta é um dos mais certos sinais que a Era do Anticristo e do seu Falso Profeta religioso está se aproximando.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Conselho da Europa: “A pandemia de gripe A nunca existiu”.

“A pandemia de gripe A nunca existiu”. Esta é a conclusão do relatório aprovado ontem pela assembleia parlamentar do Conselho da Europa, que acusa a Organização Mundial de Saúde (OMS) de ter “sobrestimado o vírus H1N1”.
A investigação, chefiada pelo deputado britânico Paul Flynn, denuncia o "desperdício de fundos públicos na compra de vacinas" e as "ligações entre os peritos da OMS e os laboratórios farmacêuticos".
Um relatório publicado também ontem pelo British Medical Journal revela

Twitter Facebook Favorites More

 
Powered by Blogger